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O serviço de vendas de música digitais da Apple, conhecido como iTunes, está prestes a estrear no Brasil. Segundo o iG apurou, grandes varejistas negociam a venda de cartões pré-pagos para comprar músicas por meio da loja virtual da Apple. A venda em lojas como Extra, Fast Shop e Fnac deve começar a partir de outubro.

Com os cartões pré-pagos, os usuários poderão comprar aplicativos, músicas e vídeos legalmente, mesmo sem ter cartão de crédito. Além disso, o pagamento será feito em reais, o que evita problemas com a variação de câmbio do dólar, além do IOF (imposto sobre operações financeiras), cobrado pela empresa de cartão de crédito ao converter o valor de compras realizadas no exterior.

Além de os usuários comprarem os cartões em lojas de varejo, eles também serão vendidos em revendedores "premium" da Apple e na loja virtual oficial da marca. No site da Apple Store brasileira, já existe uma página dedicada aos cartões pré-pagos do iTunes, mas ela ainda está em desenvolvimento. A Apple não confirma a chegada do serviço ao País.

Mercado

Criada em 2001, atualmente a iTunes Store detém mais de 60% do mercado de venda de músicas pela internet nos EUA. Em 2010, o serviço alcançou a marca de 10 bilhões de músicas vendidas.

Nos Estados Unidos, as pessoas podem comprar músicas por meio do iTunes por valores entre US$ 0,69 a US$ 1,29. Ao todo são mais de 14 milhões de músicas e cerca de 2 mil filmes disponíveis para download. Atualmente, para criar uma conta na iTunes Store é preciso ter um cartão de crédito internacional e um endereço nos Estados Unidos ou em um dos países onde o serviço já está disponível.

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Ivan Lessa: Modelo de rola - Estadão

Postado por CONHEÇA OUTROS BLOGS | 08:28 | , , | 0 comentários »

Quando eu era guri ...- pronto lá vou eu de novo me autobiografando, dando notícias de mim mesmo a quem não está interessado. Querem saber de uma coisa? Não gostou de um velho a se rememorar, vai em frente, há blogue que não acaba mais neste mundo de Bill Gates e Steve Jobs.

Tendo alienado o leitor em potencial (eu não perdoo), continuo a namorar meu umbigo jovem, lépido e faceiro. Sou autoridade em pouquíssimas coisas, porém imbatível em tudo que diz respeito a meu umbigo. Ele me torna prolixo e sacal. É meu, no entanto, e eu o exibo no centerfold que me der na veneta.

Se o amigo chegou a este parágrafo, parabéns. Como eu, o senhor, senhora ou senhorita não passam de uns tremendos enganadores. Volto, como se fora uma vocação, para meus tenros anos e, insistente, repito: quando eu era guri, queria ser o Humphrey Bogart ou o Heleno de Freitas quando crescesse.

Não consegui, como está mais do que claro. Tentei, sei que o que vale é a intenção e o esforço, mas foi absolutamente impossível. No máximo, a uma certa idade, logo depois da mudança de voz, eu consegui imitar razoavelmente Bogey, como eu e Lauren "Betty" Bacall o chamávamos na intimidade.

Imitar Heleno? Esquece. Totalmente idiota eu não era e em consequência nunca cheguei a tentar. O mais perto que cheguei do homem foi me entupir de Pervitin, sem ser para estudar de noite para o exame, e dar sarrafada em ponta-direita no futebol de praia, coisa que o craque jamais faria, e onde consegui o temeroso apelido de "Terror do Calçadão".

De Bogart, além da imitaçãozinha, fumei desesperadamente, com o cigarro entre polegar e indicador semi-oculto na concha da mão direita, como se protegendo um frágil passarinho. Adquiri também o maneirismo de tirar um inexistente pedacinho de papel de cigarro do lábio inferior e, na sessão das 2 no Metro Copacabana, rir irônico entredentes, o lábio superior como se anestesiado, dos imbecis que, quando crescessem, queriam ser Errol Flynn ou John Wayne.

Tinha um na turma que queria ser Yvonne de Carlo quando atingisse os 18 anos. Claro que não deu (pé). Nem foi ele finalista no baile à fantasia do João Caetano. Acabou ingerindo formicida aos 30 anos. Uma história triste que me leva ao ponto aonde eu - não digo que quisesse, mas que com ele encasquetei, compelido não sei por que demônio - queria chegar.

Olho em torno, pois estou na Inglaterra, e a porção que me sobrou, aqui e agora em 2011, foi este: olhar. E de longe. Com o mínimo de movimentos. Ninguém aqui quer ser fulano ou sicrano quando crescer. Os tolos só falam em adotarem um role model.

Neste Obamal da semana que passou, nunca ouvi tanto a expressão. Acho que, como closure, sobre a qual fiz ponderações igualmente bestas e superficiais, como esta, ainda não chegou no Brasil. Role model é um modelo a seguir, um modelo exemplar, alguém em quem se mirar e assaltar o banco que for necessário para conseguir.

Noel Rosa sacou há séculos: não tem tradução. Escritores dinamarqueses como Hans Christian Andersen e Karen Blixen não conseguiriam uma tradução adequada, se vivos estivessem.

Ainda este ano, na BBC, passou uma tele-série dinamarquesa noir sensacional, The Killing (legendada, claro), onde um político volta e meia falava, em meio a uma língua em que eu não entendia nem pata nem vinas, de role model. Quer dizer, lá a moda chegou, só não conseguiram batizar no idioma deles.

Acho que o mesmo se passa conosco. Nós que, impávidos, aceitamos e usamos como se fosse um espetacular pino ornamental (stud, piercing, pois não?) na orelha, nos lábios ou na língua, bully, bullying, delivery e personal assistant,ainda não temos encerramento nem modelos a seguir. Como Heleno de Freitas, Didi ou Garrincha, somos obrigados a inventar e não, como virou hábito, pegar emprestado dos americanos com a maior naturalidade.

Madame Obama em palestra com alunos e alunas de colégios meio fuleiros, seus olhos vagando por baixo de doridas sobrancelhas pintadas, exaltou as virtudes e vantagens de se ter na vida um role model. O marido, em outro canto da cidade, fez o mesmo. Sem dúvida, um é role model do outro. Ambos juntos a outras "celebridades" como Victoria e David Beckham, Paris Hilton (aquela que urina na rua em pé) e Johnny Depp, que, segundo a Associação de Professores, gozam da exemplar predileção dos jovens.

Essa mútua "role-modelice" presidencial talvez explique a ascensão ao poder do casalzinho. Agora, oferecem-se ao mundo para serem modelos exemplares de atitude e comportamento a se seguir. O mundo árabe, em meio a flores desabrochando ("Primavera Árabe" é os tinflas, gente), observa procurando entender e fica na mesma.

Fecho o círculo e me re-umbigo de novo: hoje, modelo mesmo, desempenhando papel importante em minha vida, só Giselle Bundchen e Naomi Campbell. Mas morro de saudades de quando eu queria ser Heleno ou Bogart quando crescesse e virasse gente. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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Ivan Lessa: Modelo de rola - Estadão

Postado por CONHEÇA OUTROS BLOGS | 06:20 | , , | 0 comentários »

Quando eu era guri ...- pronto lá vou eu de novo me autobiografando, dando notícias de mim mesmo a quem não está interessado. Querem saber de uma coisa? Não gostou de um velho a se rememorar, vai em frente, há blogue que não acaba mais neste mundo de Bill Gates e Steve Jobs.

Tendo alienado o leitor em potencial (eu não perdoo), continuo a namorar meu umbigo jovem, lépido e faceiro. Sou autoridade em pouquíssimas coisas, porém imbatível em tudo que diz respeito a meu umbigo. Ele me torna prolixo e sacal. É meu, no entanto, e eu o exibo no centerfold que me der na veneta.

Se o amigo chegou a este parágrafo, parabéns. Como eu, o senhor, senhora ou senhorita não passam de uns tremendos enganadores. Volto, como se fora uma vocação, para meus tenros anos e, insistente, repito: quando eu era guri, queria ser o Humphrey Bogart ou o Heleno de Freitas quando crescesse.

Não consegui, como está mais do que claro. Tentei, sei que o que vale é a intenção e o esforço, mas foi absolutamente impossível. No máximo, a uma certa idade, logo depois da mudança de voz, eu consegui imitar razoavelmente Bogey, como eu e Lauren "Betty" Bacall o chamávamos na intimidade.

Imitar Heleno? Esquece. Totalmente idiota eu não era e em consequência nunca cheguei a tentar. O mais perto que cheguei do homem foi me entupir de Pervitin, sem ser para estudar de noite para o exame, e dar sarrafada em ponta-direita no futebol de praia, coisa que o craque jamais faria, e onde consegui o temeroso apelido de "Terror do Calçadão".

De Bogart, além da imitaçãozinha, fumei desesperadamente, com o cigarro entre polegar e indicador semi-oculto na concha da mão direita, como se protegendo um frágil passarinho. Adquiri também o maneirismo de tirar um inexistente pedacinho de papel de cigarro do lábio inferior e, na sessão das 2 no Metro Copacabana, rir irônico entredentes, o lábio superior como se anestesiado, dos imbecis que, quando crescessem, queriam ser Errol Flynn ou John Wayne.

Tinha um na turma que queria ser Yvonne de Carlo quando atingisse os 18 anos. Claro que não deu (pé). Nem foi ele finalista no baile à fantasia do João Caetano. Acabou ingerindo formicida aos 30 anos. Uma história triste que me leva ao ponto aonde eu - não digo que quisesse, mas que com ele encasquetei, compelido não sei por que demônio - queria chegar.

Olho em torno, pois estou na Inglaterra, e a porção que me sobrou, aqui e agora em 2011, foi este: olhar. E de longe. Com o mínimo de movimentos. Ninguém aqui quer ser fulano ou sicrano quando crescer. Os tolos só falam em adotarem um role model.

Neste Obamal da semana que passou, nunca ouvi tanto a expressão. Acho que, como closure, sobre a qual fiz ponderações igualmente bestas e superficiais, como esta, ainda não chegou no Brasil. Role model é um modelo a seguir, um modelo exemplar, alguém em quem se mirar e assaltar o banco que for necessário para conseguir.

Noel Rosa sacou há séculos: não tem tradução. Escritores dinamarqueses como Hans Christian Andersen e Karen Blixen não conseguiriam uma tradução adequada, se vivos estivessem.

Ainda este ano, na BBC, passou uma tele-série dinamarquesa noir sensacional, The Killing (legendada, claro), onde um político volta e meia falava, em meio a uma língua em que eu não entendia nem pata nem vinas, de role model. Quer dizer, lá a moda chegou, só não conseguiram batizar no idioma deles.

Acho que o mesmo se passa conosco. Nós que, impávidos, aceitamos e usamos como se fosse um espetacular pino ornamental (stud, piercing, pois não?) na orelha, nos lábios ou na língua, bully, bullying, delivery e personal assistant,ainda não temos encerramento nem modelos a seguir. Como Heleno de Freitas, Didi ou Garrincha, somos obrigados a inventar e não, como virou hábito, pegar emprestado dos americanos com a maior naturalidade.

Madame Obama em palestra com alunos e alunas de colégios meio fuleiros, seus olhos vagando por baixo de doridas sobrancelhas pintadas, exaltou as virtudes e vantagens de se ter na vida um role model. O marido, em outro canto da cidade, fez o mesmo. Sem dúvida, um é role model do outro. Ambos juntos a outras "celebridades" como Victoria e David Beckham, Paris Hilton (aquela que urina na rua em pé) e Johnny Depp, que, segundo a Associação de Professores, gozam da exemplar predileção dos jovens.

Essa mútua "role-modelice" presidencial talvez explique a ascensão ao poder do casalzinho. Agora, oferecem-se ao mundo para serem modelos exemplares de atitude e comportamento a se seguir. O mundo árabe, em meio a flores desabrochando ("Primavera Árabe" é os tinflas, gente), observa procurando entender e fica na mesma.

Fecho o círculo e me re-umbigo de novo: hoje, modelo mesmo, desempenhando papel importante em minha vida, só Giselle Bundchen e Naomi Campbell. Mas morro de saudades de quando eu queria ser Heleno ou Bogart quando crescesse e virasse gente. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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O serviço de vendas de música digitais da Apple, conhecido como iTunes, está prestes a estrear no Brasil. Segundo o iG apurou, grandes varejistas negociam a venda de cartões pré-pagos para comprar músicas por meio da loja virtual da Apple. A venda em lojas como Extra, Fast Shop e Fnac deve começar a partir de outubro.

Com os cartões pré-pagos, os usuários poderão comprar aplicativos, músicas e vídeos legalmente, mesmo sem ter cartão de crédito. Além disso, o pagamento será feito em reais, o que evita problemas com a variação de câmbio do dólar, além do IOF (imposto sobre operações financeiras), cobrado pela empresa de cartão de crédito ao converter o valor de compras realizadas no exterior.

Além de os usuários comprarem os cartões em lojas de varejo, eles também serão vendidos em revendedores "premium" da Apple e na loja virtual oficial da marca. No site da Apple Store brasileira, já existe uma página dedicada aos cartões pré-pagos do iTunes, mas ela ainda está em desenvolvimento. A Apple não confirma a chegada do serviço ao País.

Mercado

Criada em 2001, atualmente a iTunes Store detém mais de 60% do mercado de venda de músicas pela internet nos EUA. Em 2010, o serviço alcançou a marca de 10 bilhões de músicas vendidas.

Nos Estados Unidos, as pessoas podem comprar músicas por meio do iTunes por valores entre US$ 0,69 a US$ 1,29. Ao todo são mais de 14 milhões de músicas e cerca de 2 mil filmes disponíveis para download. Atualmente, para criar uma conta na iTunes Store é preciso ter um cartão de crédito internacional e um endereço nos Estados Unidos ou em um dos países onde o serviço já está disponível.

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O RecognizeMe desbloqueia a tela através de reconhecimento facial. Ele usa a câmera frontal do iPhone 4 ou iPad 2 para reconhecer a cara do “dono” e destravar a tela.

O Engadget testou em três pessoas: em dois a taxa de acerto foi de 80%; em uma, 65%. Isso é bom: mostra que o aparelho não é destravado para niguém a não ser você, embora reconhecer a sua cara possa exigir um pouco de paciência. O app custará US$ 7 na Cydia Store.

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No primeiro trimestre deste ano foram vendidos 427,8 milhões de dispositivos móveis de comunicação para usuários finais, diz o Gartner --um aumento de 19% em relação ao mesmo período de 2010.

Desses aparelhos, 23,6% são smartphones -segmento que viu um expressivo aumento de 85% no número de unidades vendidas, alcançando quase 100,8 milhões no primeiro trimestre de 2011.

A venda de smartphones poderia ser ainda maior, mas o Gartner acredita que alguns consumidores decidiram esperar pelo lançamento de aparelhos mais sofisticados que foram anunciados justamente durante o período da pesquisa.

Fabricantes

No mercado de celulares em geral, a líder Nokia continua a perder terreno -teve queda tanto no número absoluto de unidades vendidas (107,6 milhões contra 110,1 milhões) quanto em fração do mercado (25,1% contra 30,6%). A Samsung, segunda colocada, cresceu em número de vendas, mas perdeu participação.

Apple (quarta colocada), ZTE (sexta) e HTC (sétima) tiveram aumento tanto no número de unidades vendidas quanto em fração do mercado. A primeira vendeu cerca de 16,9 milhões de celulares iPhone no primeiro trimestre deste ano (contra 8,3 milhões no mesmo período de 2010) e aumentou sua participação de 2,3% para 3,9%.

Plataformas

Entre os smartphones, o plataforma líder é o Android, que equipa cerca de 36,3 milhões ou 36% das unidades vendidas -há um ano, estava na quarta colocação, com participação de 9,6%.

Em segundo vem o ex-líder Symbian, que caiu de 44% para 27,4% do mercado, seguido pelo iOS (que cresceu de 15,3% para 16,8%) e o BlackBerry (que caiu de 19,7% para 12,9%).

A Microsoft viu sua participação diminuir de 4,4% para 3,3%. Dos 3,7 milhões de smartphones vendidos com um sistema da empresa, apenas 1,6 milhão tinham Windows Phone.

O Gartner lembra que a grande notícia do primeiro trimestre de 2011 no mercado de smartphones foi a aliança estratégica entre Nokia e Microsoft, dois gigantes que têm perdido terreno e lutam para se recuperar.

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Após alguns adiamentos, o YouTube, que ficou mundialmente famoso por fornecer uma grande quantidade de vídeos amadores de usuários, agora está expandindo oficialmente sua atuação para a locação de filmes longas-metragens via streaming. Apesar de o site da Google já ter tido experiências anteriores com vídeos de longa duração, ele entrou formalmente no mercado de locações online apenas nesta segunda-feira (9/5).

Nas próximas semanas, o YouTube oferecerá apenas para usuários dos Estados Unidos mais de 3 mil títulos, incluindo grandes produções de Hollywood, deixando que as pessoas assistam aos filmes em seu site e competindo, assim, com rivais já estabelecidos como Netflix, Amazon e Apple, todos com foco no aluguel de filmes longa-metragem e programas de TV.

Os títulos disponíveis no novo serviço do YouTube incluem desde clássicos da máfia como “Os Bons Companheiros” e “Scarface” até sucessos de público e crítica como “A Origem” e “O Discurso do Rei” (vencedor do Oscar deste ano). Segundo a Google, todos os títulos possuem “preços padrões da indústria”.

A gigante de buscas espera que a adição de filmes para locação complemente os pontos fortes do YouTube e ajude os usuários a passar mais tempo no site. Em breve mais países devem receber o serviço.

“Você encontra mais e mais conteúdo de que gosta no YouTube, que agora está disponível em cerca de 350 milhões de aparelhos. Sabemos disso porque, em média, registramos 2 bilhões de visualizações de vídeos por dia. Mas você ainda passa 15 minutos por dia no YouTube e cerca de cinco horas na TV. À medida que a linha que separa o online e o offline ficar menos nítida, acreditamos que essa relação vai mudar”, escreveu o diretor do YouTube, Salar Kamangar, em um post no blog oficial do site.

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A mundial de sistemas operacionais para computadores, a Microsoft é pequena em telecomunicações. Em smartphones, a participação da empresa ficou em somente 4,2% no ano passado, segundo a empresa de pesquisa Gartner. Os gigantes desse mercado são a Apple, com o iPhone, e o Google, com o Android.

A compra do Skype reforça a estratégia da empresa em telecomunicações. Além disso, cria uma alternativa poderosa aos comunicadores do Google e do Facebook, com a possibilidade de integrar o Skype ao Windows Live Messenger, aos seus sistemas de comunicação corporativa e ao videogame Xbox 360.

Em smartphones, a Microsoft fez dois movimentos anteriores importantes: fechou um acordo com a Nokia, que, a partir do ano que vem, adotará o Windows Phone 7 em seus celulares inteligentes e, na semana passada, outro com a RIM, fabricante do BlackBerry, para transformar o Bing no buscador padrão dos aparelhos da fabricante canadense.

Resta saber como as empresas de celulares vão receber os aparelhos Windows Phone 7 com Skype nativo.

O grande temor das operadoras é se transformar, nesse cenário de smartphones e tablets, em "dumb pipes" (tubos burros), oferecendo somente conectividade de dados, enquanto toda a receita de serviços adicionais fica nas mãos de outras companhias, como a Apple, o Google, o Facebook ou a própria Microsoft.

Apesar de os investidores não terem gostado da compra do Skype, vários analistas receberam bem a aquisição. "Essa é uma clara tentativa da Microsoft de aumentar fortemente sua presença nos mercados de soluções colaborativas", disse, em comunicado, Fernando Belfort, analista sênior da Frost & Sullivan.

"O nome Skype é muito forte entre os consumidores e a Microsoft espera, com isso, alavancar as vendas de seus outros produtos", afirmou, também em comunicado, Fernando Lima, analista da IDC.

O professor Silvio Meira, da Universidade Federal de Pernambuco, chegou a escrever ontem em seu blog: "É bem capaz de Steve Ballmer ter feito a operação que vai garantir seu nome na história dos negócios da era da informação".

Ao integrar o serviço de chamadas via internet a outros produtos, fica mais fácil para a Microsoft resolver o chamado "paradoxo do Skype".

O paradoxo é o seguinte: como falar de Skype para Skype é grátis, quanto mais pessoas usam o serviço, menos receita tem a empresa. Num mundo em que todos usam o Skype, as receitas do Skype cairiam para zero.

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Um grupo de diretores da taiwanesa Foxconn estará no Brasil na próxima semana para negociar incentivos fiscais e facilitação de importação para instalar uma fábrica no País.

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, informou ontem que um grupo formado pelos ministérios da Fazenda, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ficará responsável pela negociação com a empresa. A Foxconn anunciou investimento de US$ 12 bilhões no Brasil para a fabricação de equipamentos da Apple, como o iPad e iPhone.

Segundo o ministro, a Foxconn quer incentivos fiscais, agilização de importação e ex-tarifários (redução temporária do imposto de importação para produtos que não tenham produção nacional). "Estamos examinando os pedidos. Muita coisa está prevista na legislação. Mas tem coisas que são dos Estados e municípios", explicou.

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