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28/05/2011

Lívia Francez O iPad 2, da Apple, começou a ser vendido no País na última sexta-feira (27) e já causou uma corrida aos estabelecimentos autorizados. Com média de preço variando entre R$ 1,6 mil, na versão mais simples, de 16 GB e sem 3G, a até R$ 2,5 mil, de 64 GB com acesso à rede 3G, o aparelho ainda não está incluído na Lei do Bem, que desonera o preço dos tablets.

A Medida Provisória que altera o artigo 28 da lei nº 11,196/2005, conhecida como Lei do Bem, foi publicada na última segunda-feira (23), depois de avaliação técnica do Ministério da Fazenda. A MP reduz a quase zero as alíquotas do PIS e da Cofins. Os tablets ainda não haviam sido incluídos na Lei do Bem por serem tecnologias muito recentes.

Depois da publicação da MP, os usuários dos gadgets esperam a adesão dos empresários ao benefício, que pode baratear e popularizar a tecnologia. Além da redução das alíquotas, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) deve ser reduzido de 15% para 3% se as empresas tiverem processos produtivos instalados no País.

A desoneração dos tablets pode ser incentivo maior para, além de aumentar a produção das fábricas já instaladas no País por conta do aumento na demanda, atrair novos investimentos de grandes grupos que ainda relutam em se instalar no Brasil.

Mesmo estando há mais de cinco anos em vigor, a Lei do Bem não tem tido alto número de adesões. Um dos principais motivos para a baixa adesão dos empresários ainda é a falta de informação. No entanto, a insegurança jurídica também é motivo para explicar a situação.

A redução dos preços dos produtos pode chegar a 36% e também deve beneficiar aparelhos Galaxy Tab, da Samsung, além do recém-lançado Xoom, da Motorola.


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.. Foto: Getty Images

Este ? o segundo malware desde o in?cio do ano que ataca compuitadores da Apple
Foto: Getty Images

Depois do primeiro malware a causar alvoro?o no mundo dos macmani?cos, agora um novo malware amea?a os computadores da Apple. Segundo o site Huffington Post, este ? ainda mais perigoso porque n?o exige nome e senha de administrador para ser instalado.

A infec??o do computador acontece depois que um usu?rio entra em uma p?gina infectada. Automaticamente, um programa chamado MacGuard ? instalado - que se trata de um falso software anti-v?rus que recolhe dados do cart?o de cr?dito.

Ainda de acordo com o Huffington Post, o ?nico pedido da Apple para os usu?rios dos produtos da empresa ? justamente n?o colocar nome e senha de administradores para instala??o de programas desconhecidas - medida que, agora, n?o faz sentido - uma vez que esta autoriza??o n?o ? mais necess?ria.

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iPhone 4 na cor branca chega ás lojas apenas em 2011. (Foto: Divulgação)iPhone 4 na cor branca pode chegar aos EUA ainda
esta semana (Foto: Divulgação)

A Apple começou a enviar às lojas e deve iniciar a venda ainda esta semana da versão branca do iPhone 4 nos Estados Unidos. De acordo com o site AppleInsider, carregamentos do aparelho já foram enviadas para as operadoras e para as lojas oficiais da companhia.

O site afirma que lojistas começaram a receber catálogos de informações sobre o iPhone 4 branco com uma frase dizendo que o aparelho estará "disponível esta semana". Além disso, lojas receberam carregamentos do iPhone e que receberam instruções para deixá-los guardados até segunda ordem. Segundo varejistas, informações apontam que a Apple fará um anúncio oficial da venda do modelo branco do celular na quarta-feira (27).

O modelo na cor branca do iPhone 4 foi anunciado por Steve Jobs em junho de 2010, quando o próprio aparelho foi apresentado pela empresa. Analistas afirmam que a nova cor do aparelho deve aquecer as vendas enquanto uma nova versão do aparelho, o iPhone 5, não é apresentada pela Apple.

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Será que a muito discutida “era pós-PC” finalmente começou? O termo tem sido debatido há anos por executivos da indústria e especialistas. Seu mais recente uso veio da boca de Steve Jobs, da Apple, durante a apresentação do iPad 2, em que o CEO da empresa chamou o iPhone, o iPod e o iPad de “aparelhos pós-PC” que precisavam ser mais fáceis e intuitivos de usar do que os tradicionais desktops ou notebooks.

Bem, adicione a empresa de pesquisas Forrester Research à lista de observadores da indústria que acreditam que a “era pós-PC” já começou. Em um novo estudo divulgado na terça-feira (17/5), a analista da empresa, Sarah Rotman Epps, diz que atualmente os aparelhos de computação – e a maneira como interagimos com eles – estão passando por uma dramática mudança para:

- Computação onipresente: aparelhos móveis com sensores como acelerômetros, giroscópios e geolocalizadores estão nos libertando das limitações de mobilidades dos desktops;

- Computação casual: smartphones e tablets de boot instantâneo ou que nunca desligam estão acabando com o processo formal de ligar e desligar dos desktops;

- Uma experiência mais íntima: tablets e smartphones são mantidos junto ao corpo, enquanto que usar um notebook ou desktop é “uma atividade de esticar os braços”, escreve analista Epps em seu blog. Isso significa que os consumidores estão usando os aparelhos de computação em locais íntimos, incluindo seus quartos;

- Interação física com os aparelhos: Telas touchscreen, comandos por voz, aparelhos com sensores de movimento como o Kinect, da Microsoft, e câmera com reconhecimento facial permitem que seu “rosto e voz” controlem a máquina. Em comparação, a interface de mouse e teclado do desktop é mais abstrata e menos pessoal.

ipad2-390.jpg

Para Steve Jobs, o iPad é um "aparelho pós-PC"

E o que tudo isso significa? Certamente, a mobilidade e a onipresença dos aparelhos tecnológicos atuais estão mudando a maneira como interagimos com nossos assistentes digitais. Mas notebooks e desktops não irão desaparecer em um futuro próximo.

“Então o que a “era pós-PC” significa? Ela não significa que o PC está morto”, escreve Epps. Na verdade, a Forrester prevê que as vendas de notebooks para consumidores finais nos EUA crescerão a uma taxa de 8% entre 2010 e 2015, enquanto a comercialização de desktops deve sofrer apenas uma pequena baixa nesse período.

E, apesar de as previsões apontarem que 82 milhões de americanos terão um tablet em 2015, mais de 140 milhões terão um notebook até lá, segundo a Forrester.

“Na era pós-PC, o ‘PC’ está vivo e bem, mas ele se transforma para suportar experiências de computação que são cada vez mais onipresentes, casuais, íntimas e físicas”, diz Epps.

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A Apple quer tornar os Sim Cards ainda menores. Os pequenos cartões, desde que foram introduzidos, já sofreram mais de uma redução de tamanho, chegando ao Micro SIM, utilizado por exemplo pelo iPhone 4 e iPad.A empresa enviou uma proposta para a European Telecommunications Criteria Institute (ETSI) de um novo padrão de sim card super pequeno, que poderia abrir ainda mais espaço nos dispositivos móveis para outros componentes, ou tornar os aparelhos mais finos e menores.  SIM Cards
SIM CardsA iniciativa da Apple recebeu apoio da operadora Orange, que através sua porta-voz Anne Bouverot, disse: "Nós estamos felizes de ver que a Apple enviou a proposta para ETSI de um sim card ainda menor - menor do que o que é utilizado hoje no iPhone e iPad."A novidade, no entanto, não deve ser vista na próxima geração do iPhone, já que pode demorar meses ou até um ano para ser aprovada e implementada nos smartphones.

di Tudocelular.com Reda??o

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Novos dispositivos só devem ser lançados no mercado em 2012

O cartão SIM normal (acima) e o do iPhone 4 (abaixo) / Crédito: Mac Rumors O cartão SIM normal (acima) e o do iPhone 4 (abaixo) / Crédito: Mac Rumors

Por Bianca Hayashi,
da revista MAC+

A gente mal se acostumou ao cartão micro SIM do iPhone 4 e a Apple já pretende diminui-lo ainda mais. Segundo informações da Reuters, a Apple propôs um cartão SIM menor para que possa produzir dispositivos ainda mais finos.

“Estamos muito felizes de ver que, na semana passada, a Apple apresentou um requerimento na ETSI (o órgão que regulamenta as empresas de telefonia europeias) de um cartão SIM menor do que o usado no iPhone 4 e no iPad”, disse Anne Bouverot, diretora de serviços móveis da operadora de telefonia celular Orange, à Reuters.

Bouverot afirmou ainda que o processo irá demorar um pouco e os primeiros dispositivos usando o novo cartão devem ser lançados somente em 2012. O Mac Rumors lembra que, no ano passado, havia rumores dizendo que a Apple queria implantar uma nova tecnologia nos cartões SIM, que tiraria um pouco do poder das operadoras sobre a distribuição de telefones.

Nem a ETSI e nem a Apple comentaram a respeito.

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iPhone 4 na cor branca chega ás lojas apenas em 2011. (Foto: Divulgação)iPhone 4 na cor branca pode chegar aos EUA ainda
esta semana (Foto: Divulgação)

A Apple começou a enviar às lojas e deve iniciar a venda ainda esta semana da versão branca do iPhone 4 nos Estados Unidos. De acordo com o site AppleInsider, carregamentos do aparelho já foram enviadas para as operadoras e para as lojas oficiais da companhia.

O site afirma que lojistas começaram a receber catálogos de informações sobre o iPhone 4 branco com uma frase dizendo que o aparelho estará "disponível esta semana". Além disso, lojas receberam carregamentos do iPhone e que receberam instruções para deixá-los guardados até segunda ordem. Segundo varejistas, informações apontam que a Apple fará um anúncio oficial da venda do modelo branco do celular na quarta-feira (27).

O modelo na cor branca do iPhone 4 foi anunciado por Steve Jobs em junho de 2010, quando o próprio aparelho foi apresentado pela empresa. Analistas afirmam que a nova cor do aparelho deve aquecer as vendas enquanto uma nova versão do aparelho, o iPhone 5, não é apresentada pela Apple.

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Início » Apple » iPhone 3GS ainda vende mais que alguns Androids nos EUA

No mercado há dois anos e já muito longe de seus dias de glória, o velho iPhone 3GS continua à disposição dos consumidores norte-americanos, que ainda podem encontrar o aparelho nas prateleiras da AT&T. E, quem diria, mesmo longe das campanhas publicitárias e do falatório das ruas, o modelo ainda vende mais do que alguns poderosos concorrentes Android que dão o que falar no mercado, como o Motorola Atrix e HTC Inspire.

iPhone 3GS: quem disse que gringo não é pão duro?

Falando na conferência All Things Digital, analistas da empresa Canaccord Genuity afirmaram que o 3GS ainda tem “grande demanda” na operadora pelo aparelho. “Na AT&T, nossas análises mostram que o Android tem avançado sobre o Windows Phone, mas não sobre o iPhone. Nossas checagens mostram ganhos modestos do HTC Inspire e Motorola Atrix (…) Enquanto isso, o iPhone 4 continua, de longe, sendo o smartphone mais vendido da operadora e o 3GS se sustenta bem, principalmente por conta do preço de US$ 49”, afirmou o analista Michael Walkley. O preço inicial do iPhone 4 e de seus concorrentes no mercado dos EUA é de US$ 200.

O analista completa lembrando que fenômeno parecido está sendo registrado na operadora Verizon, que ainda mantém “uma grande demanda” pela primeira geração do iPad “mesmo dois meses depois da chegada de sua nova versão às lojas”.


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Publicado: Domingo, 8 de maio de 2011

Em uma tradução aproximada, um smartphone é um “telefone inteligente”. Em outras palavras, ele é praticamente um computador de bolso, capaz de realizar as mais diversas funções.

 Os smartphones são a evolução natural dos telefones celulares. Não muito tempo atrás, os celulares serviam exclusivamente para realizar ligações telefônicas – e eram caríssimos. Com o tempo, incorporaram novos recursos, passaram a funcionar como câmeras fotográficas, videogames, rádio e seu preço baixou de tal forma que hoje já há mais de um celular por habitante no Brasil.

O primeiro smartphone foi um BlackBerry, lançado em 2002. Mas, foi após o lançamento do primeiro iPhone pela Apple que esses novos brinquedos ganharam popularidade. Com a criação de outros sistemas operacionais flexíveis, como o Windows Mobile (Microsoft) e o Android (Google), os celulares ficaram mais “inteligentes” e também acessíveis.

Até pouco tempo, um smartphone ainda era um artigo de luxo, com preços bem acima dos R$ 1.000. Hoje, já há aparelhos para todos os gostos e bolsos. Os principais fabricantes já lançaram modelos a partir de R$ 500, como o Sony Ericsson Xperia X8, o Samsung Galaxy 5 e o Motorola Spice, com recursos bastante atraentes. Todos eles contam com tela touch-screen, acesso à internet por redes Wi-Fi e navegação por GPS. Este último recurso sozinho já justifica, para muitos, a compra de um smartphone: por cerca de R$ 70 é possível comprar e instalar num smartphone um programa de GPS, realizando as mesmas funções de navegação de um aparelho de GPS dedicado.

Claro que continuam existindo os aparelhos “top de linha”, como o iPhone 4, o Samsung Galaxy S e o recém-lançado Motorola Atrix. Da mesma forma como acontece com outros tipos de computadores, o que os diferencia dos demais é a seu alta performance, graças a componentes eletrônicos mais poderosos. Eles também oferecem mais recursos (como recepção de TV digital, em alguns casos) e melhor qualidade de imagem e som. Claro que tudo isso tem seu preço: esses aparelhos custam por volta de R$ 2.000.

Um dos recursos mais interessantes dos smartphones, sejam os “top de linha” ou os “de entrada”, é sua capacidade para receber novos aplicativos. Isso significa que você pode adquirir ou baixar gratuitamente da internet programas que serão instalados em seu aparelho para que ele ganhe novas funções. Há as mais variadas opções, como jogos, acompanhamentos de dietas e exercícios físicos, controles de despesas, leitura de livros e muito mais. Isso torna possível personalizar o aparelho para que ele atenda às necessidades específicas de seu dono.

Se você ainda não é o afortunado dono de um smartphone, prepare-se: muito em breve, isso será tão comum quanto ter um celular com câmera fotográfica – mesmo que você não precise disso e queira apenas um aparelho para realizar ligações telefônicas.

Tags: tecnologia, smartphones, adelson smania

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09/05/2011 | 14h52  |  Jogos Cria??o de jogos digitais no Brasil ainda ? pequeno, mas tem bom potencial

Saulo Camarotti e Pedro Guerra: fundadores de uma empresa brasiliense que lan?ou um game para o Iphone Imagem: Kl?ber Lima/CB/D.A Press
Imagem: Kl?ber Lima/CB/D.A Press

Graças ao desenvolvimento de novas tecnologias, os jogos digitais têm ocupado mais espaço no cotidiano das pessoas. Na internet, no celular ou nos tradicionais consoles, eles divertem, educam e promovem marcas e produtos. As redes sociais e a internet móvel ampliaram e democratizaram o setor, permitindo que empresas menores entrem na disputa. Apesar de ter uma participação ainda inexpressiva se comparada a outros países, o Brasil possui um mercado promissor.

Tarqüínio Teles, presidente da maior empresa nacional do ramo, a Hoplon Infotainment, afirma que o desempenho “tem sido tão bom que o Brasil está se tornando a nova ‘menina dos olhos’ da indústria mundial”. Uma das razões é que, enquanto o mercado dos Estados Unidos — o maior do mundo — se retrai (segundo a NPD Group, houve diminuição de 8% em 2009 e 1% em 2010), o brasileiro apresenta um crescimento acelerado (entre 20% e 30% no mesmo período, segundo a IDG Consulting Brasil).

Para acompanhar essa expansão, novas possibilidades de formação são criadas. Somente no Distrito Federal, há três graduações de tecnologia em jogos digitais, com duração entre dois e três anos. Para quem já é formado, há uma pós-graduação específica voltada para o segmento (veja quadro). Mas elas estão longe de serem o único caminho possível para aqueles que desejam atuar no setor. Na Hoplon, por exemplo, a equipe de desenvolvimento de jogos é formada por designer de jogos, produtores, artistas 2D e 3D, level designers (criadores de cenários), programadores, designers de interface, músicos e designer de sons. As formações universitárias contam com todas essas vertentes em seu currículo e podem também incluir matérias de desenvolvimento de roteiros.

Para o aluno do último semestre do curso de jogos digitais do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) Thomaz Padilha, 20 anos, essa versatilidade é positiva, mas não é suficiente. “A graduação é boa porque te dá uma ideia de como é a produção de um jogo e te permite escolher qual caminho seguir depois”, analisa o estudante. Ele afirma que pretende continuar a formação após se graduar para se especializar na parte de programação. “O aluno não pode ficar só no que a universidade oferece, tem de se valorizar também”, diz.

Como essas opções de formação são novas, não há muitos profissionais que passaram por elas atuando nas empresas desenvolvedoras de jogos. Na Hoplon, que conta com cerca de 100 profissionais, há apenas estagiários que passaram por cursos de jogos digitais, mas essa “quantidade de profissionais, apesar de ainda modesta, está crescendo”, acrescenta Tarquínio Teles. A empresa, sediada em Florianópolis, é responsável pelo maior jogo já desenvolvido no Brasil, o Taikodom. Com cinco anos de existência e depois de US$ 15 milhões (R$ 23,8 milhões) dedicados a sua criação, ele é uma experiência pioneira no país e foi lançado na E3 Expo (maior feira de publicação de games do mundo, realizada em Los Angeles, nos EUA) em 2009.

Outra realidade
No Distrito Federal, o mercado de desenvolvimento de jogos digitais exige bastante empreendedorismo dos interessados. Esse é o caso dos sócio-proprietários da Behold Studios, empresa brasiliense do setor. Saulo Camarotti e Pedro Guerra, ambos com 24 anos, estudavam ciência da computação na Universidade de Brasília (UnB) e desenvolviam jogos no meio acadêmico quando, ao analisarem o mercado, perceberam que não havia empresas no setor em Brasília. Cuidaram da parte administrativa e foram escolhidos pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da UnB no começo de 2010. O CDT forneceu espaço físico e apoio operacional.

Atualmente, a Behold tem dois jogos no currículo. Um é de treinamento para técnicos da subestação da estatal de energia elétrica Furnas, localizada em Samambaia, e outro, o The Gravedigger, é exclusivo para o Iphone, smartphone da Apple. E está perto de lançar um terceiro, que se chamará My Super Hero e será integrado à rede social Facebook. A internet é justamente o setor mais promissor para as empresas brasileiras. “Os jogos casuais têm um desenvolvimento mais simples e por isso são uma boa oportunidade para empresas menores”, explica Saulo. “Eles vão direto para o jogador, o que elimina o problema de distribuição”, completa Pedro. Segundo a Abragames, 50% das empresas brasileiras são voltadas para esse setor.

Os obstáculos, porém, ainda são muitos. O vice-presidente de Comunicação e Marketing da Abragames, Americo Amorim, explica que o principal entrave para o crescimento do mercado de jogos eletrônicos no Brasil é a pirataria. “O mercado consumidor tem de crescer, mas com os jogos falsos, é difícil.” Para ele, a solução passa pela diminuição de impostos no setor, o que reduziria o preço final do produto. Empecilhos burocráticos também incomodam. Um exemplo disso é o que aconteceu com o The Gravedigger. Por problemas com a classificação indicativa, o jogo ficou disponível apenas na versão norte-americana da loja online da Apple. Além disso, não pode ser vendido na categoria específica e acabou sendo disponibilizado na de entretenimento. “É ruim porque a gente cria o jogo aqui e não pode lançar no próprio país depois”, lamenta Saulo Camarotti.

Já a oferta de profissionais é suficiente. O problema é a qualificação: “Muita gente quer trabalhar aqui, mas poucos com o saber necessário”, explica Saulo. Segundo eles, isso é pior para os grandes do setor. Americo afirma que “há uma falta crônica de game designers (que atuam na concepção e especificação do que serão os jogos) com experiência no Brasil”.

Alternativa
O desenvolvimento de jogos para o público em geral, apesar de mais conhecido, está longe de ser a única opção para os estúdios, como são chamadas as empresas que desenvolvem esses jogos. Eles constituem a menor fatia do mercado brasileiro. Para o criador do curso de jogos digitais do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), o professor Francisco Ramos, a opção mais atrativa é a publicidade, especialmente na internet, com a criação de mini-jogos para determinada marca — é o chamado advergame. A melhor oportunidade está na parte de arte gráfica”, afirma.

O salário médio de quem atua no setor de desenvolvimento de jogos é de R$ 2,6 mil, segundo a Abragames. Diante disso, para o professor Francisco, o único pré-requisito para se iniciar no ramo é “a paixão por jogar”.

Do Correioweb



Foto: Kl?ber Lima/CB/D.A Press

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