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Executivo da Intel é só elogios à empresa de Cupertino

Empresas mantém o bom relacionamento há anos Empresas mantém o bom relacionamento há anos

Por Bianca Hayashi,
da revista MAC+

Já era sabido do mundo que a Intel e a Apple vinham mantendo uma relação de negócios bem próxima, principalmente depois de lançarem juntas a tecnologia Thunderbolt, mas um executivo da empresa de Santa Clara relevou toda a sua admiração pela empresa de Steve Jobs e revelou como ela foi importante para o crescimento da Intel nos últimos anos.

Tom Kilroy, vice presidente sênior e gerente geral de vendas e marketing da Intel, disse à Reuters que a Apple não somente é importante para os planos da empresa que ele representa, mas que também auxilia na forma como a Intel enxerga os produtos que usarão suas tecnologias.

“Trabalhamos muito próximos [à Apple] e estamos constantemente pensando sobre o que podemos fazer em projetos e produtos futuros. Posso dizer que a Apple ajuda a traçar a nosso caminho. A Apple nos pressiona”, disse Kilroy.

A Intel fornece chips para 80% do mercado de computadores pessoais no mundo, mas tem perdido terreno nos dispositivos móveis, onde as fabricantes preferem as tecnologias da concorrente ARM Holdings.

“Compare a performance das plataformas. Eles estão usando a mais recente versão de processadores core e a ARM nem ao menos chega perto das nossas capacidades”, alfineta Kilroy. Como reparou o Engadget, esta é a segunda vez na semana que a Intel faz uma indireta à Microsoft, que pretende lançar o Windows 8 x86 em versões diferentes para uso de chips Intel, ARM e outros. Porém, as versões ARM do sistema terãprocessamento reduzido, não sendo capazes de, por exemplo, instalar e rodar um jogo como o Command & Conquer Collector’s Edition.

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Publicada em 18/05/2011 ?s 16h14m

O Globo, com ag?ncias e sites internacionais CEO Paul Otellini / Foto: AP

NOVA YORK/BARCELONA - Produtos que lan?aram tend?ncias fabricados pela Apple foram um fator importante nos planos da Intel de lan?ar novos processadores, afirmou Tom Kilroy, vice-presidente s?nior da fabricante de chips, durante o Reuters Global Technology Summit, em Nova York, nesta quarta-feira. Em Barcelona, o CEO Paul Otellini chamou aten??o para a alian?a com a Nokia, que n?o rendeu bons frutos com o desenvolvimento do Meego.

- Trabalhamos bem pr?ximos a eles (Apple) e estamos constantemente buscando o que podemos fazer em rela??o aos produtos do futuro. Eu iria longe, a ponto de dizer que a Apple nos ajuda a estabelecer nosso cronograma futuro - disse Kilroy.

A Apple projetou seus pr?prios processadores para o iPhone e o iPad, usando tecnologia licenciada da brit?nica ARM, amplamente usada no mercado de aparelhos m?veis. Mas, em sua linha de computadores MacBook, que estabelece padr?es para outras fabricantes, a Apple usa chips da Intel, desde 2006.

Kilroy negou insinua??es de que processadores da ARM poderiam, no fim, tirar o lugar da Intel no segmento desses computadores.

- Olhe a performance dessas plataformas. Elas usam as ?ltimas e mais potentes vers?es de n?cleos de segunda gera??o, e a ARM n?o chega nem perto da nossa capacidade nesse segmento - disse ele.

Kilroy n?o confirmou especificamente se a Intel possui garantias de que ter? um lugar nos MacBooks do futuro, dizendo que esse tipo de an?ncio ? uma decis?o da Apple.

A inclus?o de componentes de uma fornecedora em um produto da Apple ? vista como um grande feito, dada a reputa??o da companhia, ligada a qualidade e inova??o. O grande volume de vendas de produtos da Apple tamb?m implica em maior receita para quem fornece componentes.

Uni?o da Intel com a Nokia foi um erro, diz Otellini

Paul Otellini, CEO da Intel, anunciou algumas corre??es no plano da empresa e reconheceu ao jornal ' El Pa?s ' que a alian?a com a Nokia foi um erro. As companhias fecharam um acordo para o desenvolvimento do Meego, um sistema operacional para smartphones, que ap?s parecer abandonado estar? presente no Nokia N9, segundo informa??es da Nokia, no teaser publicado no YouTube.

O aparelho, rec?m-lan?ado pela maior fabricante de celulares em volume, n?o vir? com o finado Symbian, nem com o futuro Windows Phone, e sim com o fruto da confusa uni?o com a Intel, o Meego.

A Nokia, anunciou recentemente um acordo com a Microsoft, para o uso de seu sistema operacional. Entretanto, celulares com o novo Windows para smartphones s? devem chegar no final de 2012.

J? que a alian?a com a Nokia n?o foi produtiva, a Intel planeja agora desenvolver um novo processador para abastecer outros fabricantes de celulares, que chegar? no primeiro semestre de 2012. No setor de tablets, a Intel espera fornecer suas solu??es para cerca de 35 modelos.

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Apple irá passar o registro do Thunderbolt para a Intel Apple irá passar o registro do Thunderbolt para a Intel

Por Bianca Hayashi,
da MAC+

A Intel moveu-se rapidamente para esclarecer a disputa sobre a marca Thunderbolt. O gerente de comunicações sênior da Intel, Dave Salvator, explicou em um comunicado para o Bright Side of News que a Apple entrou com o pedido de registro, mas a Intel tem os direitos completos do Thunderbolt “agora e no futuro”.

Isso significa que a Intel e todas as fabricantes de computadores podem usar o Thunderbolt em qualquer aparelho, independente do sistema operacional. Salvator disse ainda que a Apple irá transferir o registro caso ele seja aprovado.

Havia preocupações de que a Apple ganharia direitos especiais por causa do nome e que outras empresas teriam que usar o apelido original, Light Peak. O mesmo aconteceu com a tecnologia FireWire; a Apple é virtualmente a única empresa que usa este nome, enquanto as outras companhias se referem a esta porta como i.Link, IEEE 1394 ou outros termos.

Salvator também mencionou que os cabos Thunderbolt usando fibra óptica (ao invés dos tradicionais de cobre) também irão transmitir dados e poderão recarregar dispositivos.

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A Intel irá mudar seus planos em relação ao desenvolvimento de microprocessadores para acompanhar a demanda por processadores de baixo consumo de energia, para bater de frente com a ameaça da ARM, companhia rival de desenvolvimento de chips, disse o CEO Paul Otellini.

“Decidimos, ao olhar para o futuro, que nosso mapa de viagem estava inadequado” afirmou o CEO durante um encontro com os analistas financeiros da companhia. A Intel irá acelerar suas mudanças para tecnologias de fabricação mais avançadas, permitindo que a multinacional acelere o ritmo em que ela pode apresentar chips novos e de baixo consumo, explicou Otellini.

A empresa também irá trabalhar na diminuição do consumo médio de energia de seus chips, hoje em torno de 35 a 40 Watts. “Vamos mudar esse número para 15 Watts” previu Otellini. Isso permitirá que a companhia ofereça processadores mais eficientes para notebooks e também um novo processador Atom do tipo “sistema em um chip” para tablets e smartphones, que irá operar com 5 Watts ou menos.

O CEO da empresa disse também que as mudanças são tão significativas quanto a introdução do processador Pentium nos anos 90, que trouxe capacidades multimídia aos chips. O anúncio faz parte do cenário competitivo e pela pressão causada pelo ARM, companhia britânica cujos processadores de baixo consumo são utilizados na maioria dos tablets e smartphones, incluindo o iPad e o iPhone. Os chips Atom de baixo consumo da Intel, que se deram bem nos netbooks, são considerados “comilões de bateria” comparados à classe emergente de dispositivos ultraportáteis. 

Para ajudar a superar isso, a Intel esperar chegar ao processo de fabricação de 14 nanômetros em até três anos, de acordo com Otellini. Esse número se refere ao tamanho dos menores circuitos do chip – quanto menores os transistores, menos energia consomem. Isso significa que os processadores Atom de 14 nanômetros pode estar no mercado até 2014. Os planos da Intel mostram agora um chip de 32 nanômetros, de codenome Saltwell, um de 22 nanômetros, Silvermont, até chegar o de 14 nanômetros, Airmont.

Otellini procurou diminuir a magnitude da “ameaça dos tablets”, e classificou a parcela de mercado do aparelho como “margem de erro” quando PCs e notebooks também são levados em conta. Ele também negou novamente relatos não confirmados de que a Apple estaria se afastando dos chips Intel e se aproximando dos ARM. Tal movimento, de acordo com ele, “levaria muito tempo e custaria muito dinheiro” afirmou. Esse movimento já foi feito anteriormente pela Apple com os computadores Macintosh, quando a empresa trocou os processadores PowerPC pelos chips 86x da Intel.

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