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Pegar o smartphone, baixar uns aplicativos e relaxar com uma xícara de café. Parece ótimo, certo? Porém, antes de aproveitar a facilidade, talvez seja melhor olhar um pouco o lado mais assustador do mundo dos dispositivos móveis: a vulnerabilidade dos smartphones aos hackers.

Um novo relatório da McAfee, empresa fabricante de softwares antivírus, afirma que, por causa das redes cada vez mais seguras, os hackers começaram a procurar novos alvos, e, no momento, as lojas de aplicativos para dispositivos móveis são a opções mais tentadoras.

Pelo fato de o Android Market ser menos controlado do que a App Store da Apple, os pesquisadores de segurança observaram um aumento no número de ataques contra essa primeira plataforma este ano, a partir das lojas de aplicativos. Com exceção de celulares mais antigos com Symbian, os dispositivos Android foram o maior alvo de ataques nos últimos três meses deste ano, de acordo com o documento.

Adam Wostowsky, pesquisador da McAfee que trabalhou nesse relatório, fez algumas sugestões que podem ajudar os usuários a evitar arapucas virtuais, e comportamentos que evitam dores de cabeça futuras.

1:: Não faça jailbreak no seu iPhone
O controle excessivo da Apple sobre o smartphone e os aplicativos de sua loja é um dos pontos fortes da plataforma. No entanto, possuir um aparelho que delega todo esse controle para uma outra pessoa assombra alguns usuários que “destravaram” seus aparelhos.

Fique atento: fazer o jailbreak, utilizando software baixado da Internet que altera e abre o sistema operacional do iPhone deixa o celular vulnerável a diversos ataques, que seriam evitados se o celular continuasse travado.

2:: Operações bancárias só com apps autorizados
Online banking e pagamento de contas são uma grande conveniência, e a possibilidade de fazer essas operações a partir de um dispositivo móvel torna ainda mais prática a antiga ida ao banco. Caso opte por essa facilidade, somente utilize aplicativos oferecidos pela instituição financeira, alerta Wostowsky. Caso contrário, o usuário pode mais tarde se dirigir a um caixa eletrônico e descobrir que sua conta foi completamente zerada.

3:: Somente baixe aplicativos populares
Isso pode parecer um pouco estranho, mas há uma razão para isso; apps que foram baixados muitas vezes tendem a não estar infectados. Por essa razão, vale mais a pena optar por esse tipo de aplicação – se o usuário acredita na sabedoria da grande massa.

Wostowsky disse que a margem de segurança é por volta de 150 mil downloads, além de outras confirmações que podem ser obtidas pela leitura dos comentários; apps desse tipo no iTunes são vetados pela Apple, mas isso não significa que o time de análise não pode deixar escapar um ou outro, logo este é um conselho para todas as plataformas.

4:: Faça download de empresas de boa reputação
Se estiver incerto a respeito de um app, faça uma rápida busca pelo nome da empresa que desenvolveu o aplicativo. Caso encontre resultados com um bom número de aplicações com bons comentários e muitos downloads, as chances de honestidade são maiores.

5:: Fique de olho nas suas contas
Alguns apps “vampiros” fazem coisas como executar chamadas para números no exterior ou enchem a conta bancária de diversos sites às suas custas. Geralmente essas ligações acontecem em segundo plano ou em momentos em que o usuário não percebe que o celular está fazendo alguma coisa.

Mesmo se não tiver sido infectado, você pode sem querer ter assinado um serviço indesejável, como aquelas cobranças mensais por ringtones, por exemplo. Por isso, verifique constantemente sua conta; é rápido e evita sustos no fim do mês.

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Uma semana após os desenvolvedores de aplicativos para iOS serem ameaçados por uma ação movida por uma empresa que cuida de várias patentes, o departamento legal da Apple resolveu partir para o contra-ataque.

Em uma carta enviada esta semana - o texto, em inglês, está disponível na íntegra – à Lodsys, companhia que cuida das patentes, assim como para Mark Small, CEO desta empresa, a Apple afirma que as licenças existentes em relação a compras feitas através de aplicativos se aplicam também a todos os desenvolvedores de iOS. Muitos desenvolvedores alegavam estar em um beco sem saída, pois, por um lado, eram incentivados pela Apple a vender a partir de seus softwares, e de outro, ameaçados com processos.

O ponto crucial do texto da Apple, assinado por Bruce Sewell, vice-presidente sênior e conselheiro geral da companhia de Cupertino, aparece logo no primeiro parágrafo, no qual se pode ler: “A Apple está indiscutivelmente licenciada para essas patentes, assim como os 'App Makers' estão protegidos. Não há base para as alegações de infrações contra os desenvolvedores da Apple”. Em adição à declaração de que a empresa de Steve Jobs poderia compartilhar a carta com seus desenvolvedores – e o fez -, a companhia afirma também que está “completamente preparada para defender os termos de licença da Apple”.

Este não foi o único ponto levantado por Sewell: a licença da Apple para a patentes da Lodsys cobre os desenvolvedores de iOS, e a infração alegada, segundo ele,  não ocorre. Em outras palavras, esses desenvolvedores não estão infringindo as patentes apontadas pela Lodsys, simplesmente porque estão utilizando software e hardware da Apple para proporcionar funcionalidade àquilo que a detentora das patentes afirma ter a necessidade de uma licença.

Obviamente, a carta da Apple não invalida os processos da Lodsys. Mas ela oferece, pelo menos, algum tipo de alento para os desenvolvedores da plataforma da empresa, e mostra que a  companhia tem planos de defender o desenvolvedores contra as acusações de infração de patentes.

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