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Por Paul Sandle e Tarmo Virki

PARIS (Reuters) - A Microsoft e algumas produtoras de software menores continuam a ter chance na corrida dos celulares inteligentes, que vem passando por rápidas mudanças em meio ao avanço forte do Google e da Apple, disseram executivos do setor.

Com a ajuda do interesse de fabricantes, operadoras de telecomunicações e usuários, a plataforma Google Android se tornou o principal sistema operacional para celulares inteligentes; somadas, Apple e Google detinham mais de metade desse mercado no primeiro trimestre, de acordo com o grupo de pesquisa Canalys.

"Trata-se dos dois cavalos que estão na liderança, por enquanto", disse Neil Rimer, co-fundador da Index Ventures, durante o Reuters Global Technology Summit.

O número de celulares equipados com o Android e de iPhones vendidos, e os muitos aplicativos disponíveis para as duas plataformas, dificultarão a tarefa dos concorrentes que ficaram para trás.

"As barreiras para os demais, excetuada a Microsoft, cresceram", disse Magnus Jern, presidente-executivo da Golden Gekko, produtora de software para celulares. "Muita gente na Alemanha e Escandinávia vê Apple e Android como as duas únicas plataformas."

Mas Jern e diversos outros executivos do setor afirmam que outras plataformas como Windows Phone, webOS, bada e MeeGo --que ficaram muito para trás do Android e Apple-- não deveriam ser descartadas, porque seus proprietários dispõem de amplos recursos.

A Hewlett-Packard está promovendo aparelhos equipados com sua plataforma webOS; a Samsung Electronics investe em sua plataforma bada e a Intel tem a MeeGo. Além disso, Nokia planeja vender mais 150 milhões de celulares inteligentes com a antiga plataforma Symbian.

Embora os executivos tenham dito que dinheiro não basta para garantir o sucesso, todas essas empresas poderiam oferecer incentivos aos criadores de aplicativos para que desenvolvam produtos para suas plataformas.   Continuação...

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Por Diana Bartz

WASHINGTON (Reuters) - Formuladores de políticas dos Estados Unidos que estão considerando novas leis sobre privacidade repreenderam o Google e a Apple nesta terça-feira por não fazerem o necessário para resguardar dados de usuários de aparelhos móveis, apesar de afirmações categóricas de seus executivos de que as empresas não usam as informações para fins impróprios.

"Tenho sérias dúvidas se esses direitos (dos consumidores) estão sendo respeitados na lei ou na prática", disse o senador democrata Al Franken em uma audiência de um novo subcomitê sobre privacidade, tecnologia e leis.

Senadores acusaram o setor de tecnologia de explorar dados de geolocalização para fins de marketing --um setor potencialmente multibilionário-- sem ter o consentimento apropriado de milhões de norte-americanos.

Os formuladores de políticas, no entanto, afirmaram que seriam cautelosos com o estabelecimento de leis sobre privacidade que possam coibir a inovação. Informações pessoais dos usuários desses aparelhos ajudam as companhias a direcionar ofertas, publicidade e informações sobre o tempo, assim como outros conteúdos.

"Não me entenda mal. A existência desse modelo de negócio não é algo negativo. Adoro usar o Google maps gratuitamente", disse Franken.

Pelo menos quatro projetos de leis foram apresentados nessa sessão legislativa. Eles incluem propostas de que as empresas informem os consumidores sobre que dados são coletados, com quem são compartilhados e como são protegidos.

Ainda é cedo para dizer quais poderão se tornar leis.

O senador Sheldon Whitehouse, democrata de Rhode Island, afirmou estar frustrado por nenhuma empresa aceitar responsabilidades por garantir a segurança de dados de usuários --citando especificamente a preferência do Google por um sistema aberto.

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